O Catálogo das Naus
Duzentos e setenta versos que enumeram vinte e nove contingentes, seus chefes, suas naus e suas cidades. É a peça de geografia mais densa da literatura grega e a espinha dorsal deste atlas.
No poema
O Catálogo interrompe o canto 2 da Ilíada para enumerar a força aqueia reunida em Áulis: primeiro os beócios, depois contingente após contingente, cada um com suas cidades nomeadas. Segue-se um catálogo troiano mais breve. Nenhuma outra parte dos dois poemas tenta ser um inventário.
Seu valor aqui é que pode ser conferido. Os lugares da lista podem ser procurados em campo, e muitos apareceram — alguns ocupados no Bronze Final e desertos muito antes de o poema ser posto por escrito.
Por que importa para o atlas
Toda identificação aceita deste atlas é uma entrada do Catálogo, e o Catálogo é a razão de o atlas conseguir distinguir o localizado do discutido. Pontua 8/12: soberbo no texto, forte no consenso, freado porque uma lista de nomes não é, em si, uma escavação.
Teorias concorrentes
- Plausível
Uma lembrança do Bronze Final
Proposta por: Richard Hope Simpson & John F. Lazenby (1970); Joachim Latacz (2004) · Moderna
A versão mais forte do argumento: uma proporção significativa dos lugares do Catálogo estava ocupada no Bronze Final e alguns foram abandonados antes da época arcaica, o que é difícil de explicar se a lista foi composta a partir de um mapa do século VIII.
- ErudiçãoRichard Hope Simpson and John F. Lazenby, The Catalogue of the Ships in Homer's Iliad (Oxford, 1970)
- ArqueologiaCorrelation of Catalogue place names with excavated Late Bronze Age settlement, tested repeatedly by survey archaeology since the 1960s
- ErudiçãoJoachim Latacz, Troy and Homer: Towards a Solution of an Old Mystery (2004)
- Plausível
Uma lista arcaica projetada para trás
Proposta por: The ancient commentary tradition, reported by Strabo · Antiguidade
A leitura cética: o Catálogo reflete a geografia política da época do poeta, com toques arcaizantes, e seus acertos do Bronze são os lugares que sempre foram importantes. Os comentadores antigos já discutiam entradas que não encaixavam na Grécia que conheciam.
- Texto primárioStrabo, Geography 8-10 — the ancient commentary tradition on the Catalogue
- Texto primárioHomer, Iliad (trans. A. T. Murray, Loeb, 1924)
O que se discute
Se o Catálogo preserva um documento do Bronze, uma reconstrução arcaica ou uma tradição sedimentada por séculos. A arqueologia sustenta antiguidade parcial; não resolve autoria nem data.
Perguntas
- O Catálogo das Naus é historicamente confiável?
- Em parte. Algumas de suas cidades estiveram ocupadas no Bronze Final e foram abandonadas antes da época arcaica, o que sugere material genuinamente antigo; outras entradas encaixam melhor na época do próprio poeta. Convém lê-lo como lista estratificada, não como documento único de uma só data.
- Por que importa para localizar lugares homéricos?
- Porque nomeia lugares em relação uns aos outros e a seus chefes, de modo que uma identificação proposta pode ser confrontada com um padrão regional inteiro, não com um único verso.
Fontes
- Texto primárioHomer, Iliad (trans. A. T. Murray, Loeb, 1924)
- ErudiçãoRichard Hope Simpson and John F. Lazenby, The Catalogue of the Ships in Homer's Iliad (Oxford, 1970)
- ErudiçãoJoachim Latacz, Troy and Homer: Towards a Solution of an Old Mystery (2004)
- ArqueologiaCorrelation of Catalogue place names with excavated Late Bronze Age settlement, tested repeatedly by survey archaeology since the 1960s
- Texto primárioStrabo, Geography 8-10 — the ancient commentary tradition on the Catalogue