O gado do Sol
O último erro da tripulação. Avisados duas vezes e pelo nome, retidos um mês por ventos contrários e famintos, matam o gado imortal do Sol enquanto o capitão dorme.
No poema
Tirésias e Circe ambos nomeiam Trinácia e dizem a mesma coisa: não toquem no gado e talvez cheguem em casa; toquem e perderão a nau. O vento os prende por um mês; a comida acaba; Euríloco argumenta que morrer de fome é morte pior.
As peles se arrastam e a carne muge nos espetos. Seis dias depois zarpam, e Zeus quebra a nau com um raio. Só Odisseu sobrevive e chega a Ogígia sobre a quilha.
Por que importa para o atlas
É o fim da tripulação e a última escala antes dos dois lugares mais impossíveis de localizar do poema. Sua identificação apoia-se num único nome.
Teorias concorrentes
- Especulativa
Sicília, pelo nome Trinácria
Proposta por: Ancient identification via the name Trinacria · Antiguidade
Filologia plausível e prova nenhuma sobre o episódio. A ilha do gado do Sol define-se pelo que acontece nela, não por onde fica.
Trinácia- Texto primárioThucydides, History of the Peloponnesian War 6.2
- Texto primárioStrabo, Geography 6.2
O que se discute
Se Trinácia e Trinácria são a mesma palavra, e se uma ilha definida por um tabu pode sequer ser localizada.
Perguntas
- Onde fica Trinácia?
- A tradição antiga a equipara à Sicília pela força do nome Trinácria. O atlas registra isso como especulativo, com 6/12.
- A culpa é da tripulação?
- O poema diz explicitamente que foram avisados pelo nome e o fizeram assim mesmo, e começa dizendo que morreram “por sua própria cegueira”. Também diz explicitamente que estavam morrendo de fome.
Fontes
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
- Texto primárioThucydides, History of the Peloponnesian War 6.2
- Texto primárioStrabo, Geography 6.2