Crise e a peste
A Ilíada começa com uma disputa local por uma cativa de uma cidade costeira próxima — e com nove dias de flechas de Apolo.
No poema
Crises, sacerdote de Apolo, chega às naus para resgatar a filha. Agamêmnon o despacha com dureza; o sacerdote reza; o deus desce “semelhante à noite” e atira contra o exército por nove dias. A disputa com Aquiles nasce do remédio.
A geografia é pequena e doméstica: uma cidade a pouca navegação do acampamento, um templo, uma nau enviada a devolver a moça e a sacrificar. É a imagem mais clara do poema da Trôade como costa habitada e não como campo de batalha.
Por que importa para o atlas
Ancora a abertura da guerra à costa local e não à cidadela, e lembra que a maior parte da geografia da Ilíada é ordinária: cidades, templos, portos e um dia de navegação.
Teorias concorrentes
- Plausível
Um sítio na costa sul da Trôade
Proposta por: Strabo, Geography 13.1 · Antiguidade
Estrabão nomeia candidatos e a região não está em dúvida; nenhuma cidade escavada foi ligada ao nome Crise.
Crise- Texto primárioStrabo, Geography 13.1
- ArqueologiaArchaeological survey of the southern Troad and the Adramyttian gulf
O que se discute
Onde exatamente ficava Crise e como a imagem de razias e resgates desta costa se relaciona com a realidade do Bronze Final.
Perguntas
- Crise é um lugar real?
- Quase com certeza uma cidade costeira real da Trôade meridional, embora não esteja resolvido qual sítio era. O atlas a classifica como plausível.
- Por que a peste importa para o atlas?
- Em si, não importa. O que importa é que o episódio se passa numa paisagem local verificável e que o poema trata essa paisagem como familiar.
Fontes
- Texto primárioHomer, Iliad (trans. A. T. Murray, Loeb, 1924)
- Texto primárioStrabo, Geography 13.1
- ArqueologiaArchaeological survey of the southern Troad and the Adramyttian gulf