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A emboscada em Astéris

Vinte pretendentes tomam uma nau e esperam num estreito que Telêmaco volte para casa. Seis versos de texto, um ilhéu com nome e uma identificação que falha há dois mil anos.

No poema

Antínoo propõe a emboscada e os pretendentes a situam entre Ítaca e Same, numa ilha pequena com dois portos. Telêmaco, avisado por Atena, toma outra rota e desembarca em outro lugar; a emboscada nunca acontece.

É a peça de geografia mais operacional da Odisseia — uma posição escolhida para interceptar tráfego — e o único ilhéu no lugar certo não tem porto algum.

Por que importa para o atlas

É um teste que o mapa não passa. Quando o poema é mais preciso, a confiança do atlas é mínima, e essa inversão merece ser mostrada.

Teorias concorrentes

  • O ilhéu de Daskalio

    Proposta por: Ancient tradition, reported by Strabo 10.2 · Antiguidade

    Especulativa

    O único candidato no estreito certo, e não tem nenhum dos dois portos que o poema dá a Astéris. Estrabão já registrava a objeção.

    Astéris
    • ErudiçãoDaskalio, the islet in the Ithaki–Kefalonia channel, as the traditional candidate for Asteris
    • Texto primárioStrabo, Geography 10.2

O que se discute

Se a costa mudou, se o detalhe é inventado e se toda a geografia jônica é internamente coerente.

Perguntas

Astéris existe?
Nenhum ilhéu correspondente à descrição foi identificado. Daskalio, o candidato tradicional, não tem os dois portos que Homero lhe dá.
A costa pode ter mudado?
O Jônico é sismicamente ativo e ali as costas mudaram. Isso é possibilidade, não prova, e o atlas o registra como tal.

Fontes

  • Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
  • Texto primárioStrabo, Geography 10.2
  • ErudiçãoDaskalio, the islet in the Ithaki–Kefalonia channel, as the traditional candidate for Asteris