Egito
A borda distante do mundo real dos poemas. Menelau é levado para lá pelo vento e volta rico; as vidas inventadas de Odisseu também passam por ali, porque é para onde iria uma mentira verossímil sobre viagens duras.
O Egito aparece na Odisseia como destino de razias e de cativeiro, e Odisseu o usa repetidamente em suas histórias falsas — sinal de que o público achava o destino crível, não maravilhoso.
O detalhe é pouco romântico e coerente: uma razia que dá errado, prisioneiros, anos de serviço, riqueza obtida. É o tipo de conhecimento que um mundo comercial tem de um vizinho grande.
Identificações propostas
Egito e o Nilo
Proposta por: Universal identification
Aceita11/12AltaHomero chama de Aigyptos tanto o país quanto o rio, e descreve ali razias, cativeiro e trabalho forçado em termos que encaixam no funcionamento real do Mediterrâneo oriental. O Egito é o lugar real mais distante que os poemas nomeiam com segurança.
31.0500, 31.5000· Região
- ArqueologiaLate Bronze Age and early Iron Age contact between the Aegean and Egypt, attested by imported material in both directions
- Texto primárioHerodotus, Histories 2 — Egypt and the Greek presence there
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
Confiança11/12 · Confiança alta- Textual
- 3
- Arqueológico
- 2
- Acadêmico
- 3
- Geográfico
- 3
Por que esta classe
Aceita: o país é o país. O critério arqueológico pontua 2 e não 3 porque o material que conecta visitantes egeus a fatos homéricos concretos é contextual, não direto.
O que se discute
Quanto do detalhe egípcio nos poemas reflete contatos do Bronze Final e quanto reflete a presença grega no delta nos séculos VIII e VII.
Fontes
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
- ArqueologiaLate Bronze Age and early Iron Age contact between the Aegean and Egypt, attested by imported material in both directions
- Texto primárioHerodotus, Histories 2 — Egypt and the Greek presence there