Circe em Eeia
Um ano numa ilha com uma deusa que transforma homens em porcos, e a única anfitriã das andanças que despede Odisseu com instruções em vez de ferimentos.
No poema
Metade da tripulação é transformada em porcos; Odisseu, protegido pela erva moly, obriga Circe a desfazer o feitiço. Ficam um ano. Quando os homens enfim pedem para partir, Circe lhe diz que antes precisa ir à morada de Hades consultar Tirésias.
Ao voltar dos mortos, ela o instrui de novo: as sereias, a escolha entre as rochas errantes e Cila, o gado do Sol. Quase tudo o que o resto da viagem sabe sobre si mesma sai desta ilha.
Por que importa para o atlas
É a dobradiça narrativa das andanças e a fonte de toda “rota” posterior. Localizá-la ancoraria a segunda metade da viagem; a identificação é uma tradição romana ligada a um promontório.
Teorias concorrentes
- Especulativa
Monte Circeo
Proposta por: Strabo, Geography 5.3; Virgil, Aeneid 7 · Antiguidade
Uma identificação antiga com um acidente característico por trás — um promontório que do mar parece uma ilha — e nada escavado.
Eeia- Texto primárioStrabo, Geography 5.3
- Texto primárioVirgil, Aeneid 7.10-24 — the Circean headland
O que se discute
O poema chama Eeia de lugar “onde a Aurora tem sua morada”, uma marca oriental que casa mal com a identificação ocidental. Se isso é sobrevivência de uma versão mais antiga do relato é discutido de verdade.
Perguntas
- Onde fica Eeia?
- A tradição romana a situou no monte Circeo, no Lácio, que ainda leva o nome de Circe. O atlas a classifica como especulativa, com 5/12.
- Por que Circe importa para a geografia?
- Porque é ela quem dá as indicações náuticas. Cada escala posterior é descrita antes de ser alcançada, e por isso as andanças se leem como itinerário embora o poema nunca dê um rumo.
Fontes
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
- Texto primárioStrabo, Geography 5.3
- Texto primárioVirgil, Aeneid 7.10-24 — the Circean headland