Eeia
A ilha de Circe, onde a tripulação é transformada em porcos e onde a Odisseu se explica como chegar aos mortos. A tradição romana a situou num promontório que só parece uma ilha.
Os homens de Odisseu passam um ano em Eeia. É a dobradiça da viagem: Circe é a única anfitriã que dá instruções em vez de obstáculos, e de sua boca saem a rota ao submundo, as sereias, Cila e Trinácia.
O poema a chama de ilha onde “a Aurora tem sua morada e seus coros”, um dado oriental que casa mal com uma identificação ocidental — um dos vários pontos em que as direções internas da Odisseia e o mapa tradicional discordam.
Identificações propostas
Monte Circeo, Lácio
Proposta por: Strabo, Geography 5.3; Virgil, Aeneid 7
Especulativa5/12BaixaUm promontório calcário que se ergue sobre costa plana, com aparência de ilha vista do mar e com o nome de Circe nas fontes latinas desde Estrabão e Virgílio. A identificação é antiga, geograficamente sugestiva e sem apoio arqueológico.
41.2400, 13.0900· Área
- Texto primárioStrabo, Geography 5.3
- Texto primárioVirgil, Aeneid 7.10-24 — the Circean headland
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
Confiança5/12 · Confiança baixa- Textual
- 2
- Arqueológico
- 0
- Acadêmico
- 1
- Geográfico
- 2
Por que esta classe
Especulativa: uma identificação antiga com um acidente geográfico real e característico por trás, e nada mais. O critério textual fica em 2 porque a própria orientação que o poema dá a Eeia aponta para o lado contrário.
O que se discute
Se a ilha de Circe pertence à mesma geografia das escalas sicilianas e tirrenas, ou se a “morada da Aurora” a leste preserva uma camada mais antiga e distinta do relato.
Fontes
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
- Texto primárioStrabo, Geography 5.3
- ErudiçãoVictor Bérard, Les navigations d'Ulysse (4 vols., 1927–1929)
- Texto primárioVirgil, Aeneid 7.10-24 — the Circean headland