Cila e Caribdes
Uma escolha entre perder seis homens e perder todos. É o único perigo das andanças cujo comportamento físico corresponde a um lugar real.
No poema
Circe descreve os dois: o redemoinho que engole o mar três vezes ao dia e o monstro de seis cabeças na gruta acima da falésia. Diz a Odisseu que se mantenha do lado de Cila e aceite a perda. Ele o faz, e vê seis homens serem levados “como peixes numa vara longa”.
As Plânctas — as rochas errantes — são oferecidas como rota alternativa e nunca tomadas, e por isso figuram neste atlas como lugar sem localização e sem coordenadas.
Por que importa para o atlas
É o episódio das andanças mais bem pontuado do atlas, com 8/12, e o caso mais claro de geografia real dentro de uma viagem fictícia.
Teorias concorrentes
- Plausível
O estreito de Messina
Proposta por: Universal ancient identification; Strabo 6.2 · Antiguidade
A identificação mais forte das andanças: uma corrente de maré real, um redemoinho real, uma margem de falésias e testemunho antigo unânime. Uma cidade chamada Scilla ainda está de pé sobre a rocha.
Cila e Caribdes- Texto primárioStrabo, Geography 6.2
- ErudiçãoTidal streams and the standing whirlpool of the Strait of Messina in modern navigational literature
O que se discute
Se a identificação preserva uma lembrança antiga ou reflete o conhecimento dos marinheiros gregos do século VIII que usavam o estreito, caso em que o poema descreve um lugar real que nunca diz visitar.
Perguntas
- Caribdes é um redemoinho real?
- O estreito de Messina produz de fato fortes correntes de maré e um redemoinho em certos estados de maré. É perigoso para embarcações pequenas e era mais ainda a remo e vela.
- Por que as rochas errantes não têm localização aqui?
- Porque o poema as apresenta como o caminho não tomado, e toda identificação posterior vem da tradição argonáutica, não da Odisseia.
Fontes
- Texto primárioHomer, Odyssey (trans. A. T. Murray, Loeb, 1919)
- Texto primárioStrabo, Geography 6.2
- ErudiçãoTidal streams and the standing whirlpool of the Strait of Messina in modern navigational literature